Street Children
(Darcy Ribeiro, Folha de São Paulo)
Do you like street boys? People are falling for me in two categories. Those who like and those who hate. I am the first, like them. I even think that if I were slums, wanted to be a street kid.
There
is no comparison between the life of a boy from the suburbs or slums,
which is where they focus more, and one of the street. The
first live starving, picking up food from the trash and trying to steal
a banana at the fair for the poor, with the danger of taking a bullet. His salvation is being transformed into agents of the traffickers. They
put in their hands powerful weapons, that every boy would like to
manipulate, and a lot of money, more than their parents earn, including
to help keep the house.
Life of street kid is something else. Your space is the same street. Full of beautiful cars, which makes and years of manufacturing they know perfectly, turning soft or dangerously fast. Filled with sparkling windows, with goods that do not want or can buy, but are too good to see. Robbery on the street is also easier and more efficient. Its victims are helpless and have more to give, as well as jewelry made by the receiver and cash.
The living also in the street, among them is better. Have
to respect girls, because every girl has an owner, is an adult who
exploits as a pimp, is another guri that considers and defends as his
wife. Another quality of life on the street is that it gives importance to boys. People from everywhere and of all religions come here full of money, wanting to save them. They take care not to surrender, but they get what they give for free-only costs a few pictures with the social worker.________________________________________________________________________________________
In portuguese, the original, my language:
Meninos de rua
(Darcy Ribeiro, Folha de São Paulo)
Você
gosta de menino de rua? As pessoas são classificáveis, para mim, em duas
categorias. Os que gostam e os que detestam. Eu sou dos primeiros, gosto deles.
Acho até que, se eu fosse favelado, queria ser menino de rua.
Não há comparação possível entre a vida de um menino da favela ou das
periferias, que é onde eles mais se concentram, e a de um da rua. Os primeiros
vivem famélicos, pegando comida do lixo e tentando roubar uma banana na feira
dos pobres, com o perigo de levar uma bala. Sua salvação é se transformarem em
agentes dos traficantes. Eles põem nas suas mãos armas poderosas, que todo
menino gostaria de manipular, e muito dinheiro, mais do que seus pais ganham,
inclusive para ajudar o sustento da casa.
Vida de menino de rua é outra coisa. Seu espaço é a rua mesmo. Cheia de carros
bonitos, cujas marcas e anos de fabricação eles conhecem perfeitamente, rodando
macios ou perigosamente velozes. Cheias de vitrines cintilantes, com
mercadorias que não querem nem podem comprar, mas que são boas demais de ver. O
roubo na rua também é mais fácil e mais rendoso. Suas vítimas são indefesas e
têm mais o que dar, como jóias bem pagas pelo receptador e dinheiro vivo.
O convívio, também, na rua, entre eles, é melhor. Têm que respeitar as meninas,
porque toda menina tem dono, seja um adulto que as explore como cafetão, seja
outro guri que a considere e a defenda como sua esposa. Outra qualidade da vida
na rua é que ela dá importância aos meninos. Gente de toda parte e de todas as
religiões chega ali cheia de dinheiro, querendo salvá-los. Eles se cuidam de
não se entregar, mas recebem o que lhes dão de graça -só custa umas fotos com o
assistente social.
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